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Mostrando postagens com o rótulo Filosofia
Muitas vezes terceirizamos a educação de nossos filhos. Esperamos isso da escola, da sociedade, dos livros e até mesmo da TV. Não é surpresa que agindo assim os resultados não sejam os esperados. A verdade é que os pais são os responsáveis naturais pela educação de seus filhos, e até mesmo a escola tem papel apenas  complementar. O mais importante não são os "conteúdos" pedagógicos ou um currículo a ser cumprido, pois o objetivo é formar pessoas completas que possam cumprir seu fim último e encontrar a felicidade. Para isso os valores e virtudes são fundamentais. E isso precisa de aprendido em casa. Os pais não precisam ser especialistas em pedagogia ou alguma disciplina, mas exemplos de vida. Assim, precisamos primeiro nos reeducar. Precisamos "gastar tempo" meditando e estudando o que queremos para nossos filhos e num processo de autoconhecimento e reflexão, encontrar isso em nós mesmos. Gosto muito de uma frase de São Francisco que, de alguma forma, ...

A ESCOLA MODERNA E SEUS ALUNOS: ALGUMAS PALAVRAS

Se a realidade é opaca, existem zonas privilegiadas – sinais, indícios – que permitem decifrá-la. CARLO GIZBURG         Em seu célebre texto sobre cultura escolar (JULIA, 2001), Dominique Julia se propõe a refletir sobre esse conceito a partir de um determinado recorte temporal, séculos XVI e XIX, justificando: “Esses três elementos, espaço escolar específico, cursos graduados em níveis e corpo profissional específico, são essenciais à constituição de uma cultura escolar e justificam, portanto, a restrição cronológica que me impus” (JULIA, p. 15) Tais elementos, conforme explicitados pelo próprio autor, são os constitutivos de uma cultura própria da instituição escolar, que surgiu, portanto, historicamente. Durante o século XVI há a sedimentação da ideia que o ensino deveria se dar em um espaço escolar à parte, com um edifício, um mobiliário e um material específicos. Esse ideal se desenvolve a partir do modelo das Escolas Cristãs de Jea...

Hobbits ou elfos?

Outra história importante de Tolkien é o Hobbit. Esta obra conta a história de outro hobbit, Bilbo Bolseiro, que vive acomodado em sua toca no Condado. Uma manhã ele recebe a visita de Gandalf, o mago e de treze anões, que o convidam para uma aventura. Mesmo a contragosto ele acompanha o mago e o grupo de anões, em busca de um tesouro guardado por um dragão, Smaug, o Magnífico. No caminho BIlbo vence inimigos, passa por lugares p erigosos, ganhando experiência para vencer seu grande adversário, mas ao contrário do que aconteceria em um filme da Disney, vem um cara do nada, e em duas linhas, mata o dragão. Entre outros, o ensinamento que podemos tirar deste livro é: É importante termos objetivos grandiosos, mesmo que pareça impossível alcança-los. Mas, mais importante que o objetivo, é trilhar o caminho! O aprendizado da jornada, as pessoas que passam pelo caminho, contribuem para nossa vida. E já adianto, muitas vezes trilhar o caminho certo é parecer esquisito, estranh...

O que O Senhor dos Anéis tem a nos ensinar em tempos difíceis?

Um de meus livros preferidos é o “Senhor dos Anéis”, de John R. R. Tolkien, tanto pelas aventuras, lutas, quanto pela simbologia e pela reflexão que provoca. É daqueles livros que, além do entretenimento, nos passam mensagens e lições que podem nos servir hoje. O que mais gosto é do fato que um Hobbit, Frodo Bolseiro, a criatura mais insignificante da “Terra Média” é a portadora da missão mais importante: destruir o “Um anel”, objeto de extremo poder, cuja destruição é crucial para o Universo do livro. No livro, que trata de um universo de guerreiros, elfos, magos poderosos, anões, criaturas fantásticas, o escolhido para essa tarefa é o frágil Hobbit. No entanto, o frágil hobbit, com a ajuda de seus companheiros, inspirado na importância de seu objetivo, de sua missão para o mundo, e ancorado na amizade e nos seus companheiros, especialmente Sam consegue atingir seu objetivo, ainda que não como planejava. Em outro momento emocionante Frodo e Sam estão na toca da aranh...

O professor do século XXI

  Cada época exige do homem uma resposta aos problemas que a sociedade apresenta. A educação vem nesse sentido formar pessoas aptas a responder adequadamente essas questões. Na atualidade o professor deve estar atento aos problemas e condições próprias do nosso tempo, que é um período de acesso rápido às informações. As informações são transmitidas com pouca leitura e muita imagem. Os jovens tem acesso a uma série de tecnologias e aparelhos tecnológicos, especialmente referentes à internet, com amplo acesso à informação.     Tudo isso demanda do professor um conhecimento dessas tecnologias e um preparo específico para lidar com a educação, relacionando essas mídias e forma de pensar.       Hoje mais do que conhecedor de conteúdos de sua disciplina o professor deve ser um conhecedor de meios de acesso a informação, um mediador e direcionador dos alunos às informações que  conseguem de formas bem variadas.

EM BUSCA DA QUESTÃO FUNDAMENTAL

  No livro  O guia do mochileiro das galáxias,  Douglas Adams usa a ficção científica e muita imaginação para fazer uma hilariante crítica à sociedade, assim como toda boa comédia. A parte que mais gosto é o momento em que uma sociedade antiga, em um planeta distante resolve construir um supercomputador para que lhes dê a resposta sobre “a vida, o universo e tudo o mais”. Depois de ficar milhares de anos processando, o supercomputador dá uma resposta que acabou com todas as expectativas: “42”, e explicou que a resposta é está mesma, sem  dúvida alguma, o problema é que eles não sabiam, exatamente, qual era a pergunta, a questão fundamental sobre “a vida, o universo e tudo o mais”. Então começa a busca pela tal Questão Fundamental, que só poderia ser dada por um computador ainda maior que este primeiro. Trazendo esta estória para nosso contexto, cabe a reflexão: Será que fazemos a pergunta certa para os eventos do nosso dia a dia, sobre a vida, o universo e...

Felicidade

Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada: Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É uma hora feliz, sempre adiada E que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Árvore milagrosa, que sonhamos Toda arreada de dourados pomos, Existe, sim : mas nós não a alcançamos Porque está sempre apenas onde a pomos E nunca a pomos onde nós estamos . Vicente de Carvalho

A importância da ação

Um filme pode ser somente uma oportunidade de distração, mas pode nos trazer lições importantes, pois é um produto cultural. Nesse trecho de Star Wars podemos ver como o Mestre Yoda traz a ideia de terminar o que começa, de acreditar no que vai fazer. Não deve haver tentativa, pois não pode começar uma empreitada pensando no fracasso, mas deve-se acreditar na concretização de atividade proposta. Os antigos já ensinavam que: “Algumas coisas estão sob nosso controle, enquanto outras não estão. Sob o nosso controle estão a opinião, a motivação, o desejo, a aversão e, em uma palavra, o que quer que seja do nosso próprio fazer; não estão sob nosso controle o nosso corpo, nossa propriedade, reputação, cargo e, em uma palavra, o que não é de nosso próprio fazer”. — Epiteto Assim, não se inicia um projeto com receio de fracasso, pois os resultados nem sempre estão sob nosso controle. Por outro lado, se a cada proposta investimos todo o empenho no que depende do esforço pessoal, o...

Felicidade e Liberdade

“As coisas se dividem em duas: as que dependem de nós e as que não dependem de nós. Dependem de nós o que se pensa de alguma coisa, a inclinação, o desejo, a aversão e, em uma palavra, tudo o que é obra nossa. Não dependem de nós o corpo, a posse, a opinião dos outros, as funções públicas, e, numa palavra, tudo o que não é obra nossa. O que depende de nós é, por natureza, livre, sem impedimento, sem contrariedade, enquanto o que não depende de nós é fraco, escravo, sujeito a impedimento, estranho.” (Enchiridion, I)

Reflexão de início de ano

Mais um ano começa. E com ele vêm as reflexões, lembranças dos caminhos percorridos e também as metas e propostas para o futuro. A essência da vida é a narrativa, a história que construímos a partir das escolhas que fazemos. Mais do que escolher, é importante arcar com as consequências dessas escolhas. Na minha caminhada profissional escolhi deixar a advocacia e me dedicar aos documentos e a lecionar. Lecionei História, filosofia e sociologia para o Ensino Médio em escolas públicas e particulares. Depois escolhi ensinar nas escolas públicas para o Ensino Fundamental, anos finais. Outra escolha foi pesquisar e escrever História da Educação, o que me rendeu o Mestrado e depois dois capítulos de livros publicados. Voltei para as escolas, mas desenvolvendo projetos e aulas relacionando a História com as HQs e com a cultura pop. Isso me rendeu HQ site, fanpage com meu irmão, participação em Congressos, Workshops e até mesmo prêmio de Práticas de Ensino.  Há dois anos deixei isso ...

Principais contribuições de Herbart à Pedagogia

Esse autor, considerado um dos grandes teóricos da Escola Tradicional, e fundador da pedagogia como uma disciplina acadêmica, foi um dos primeiros a criar uma sistematização pedagógica, sendo considerado o criador da Ciência da Educação. Pode ser tributado a ele, ainda a utilização da psicologia experimental aplicada à pedagogia. Segundo Herbart a vida psíquica é constituída essencialmente pelo jogo das representações, que são somente modificações dos sentimentos e dos desejos. A educação é a virtude que consiste na harmonia entre a vontade e as ideias éticas. A esse fim está subordinado o ensino, o qual influi as representações e, com elas inclui toda a vida psíquica. O ensino é sempre educativo. Esse autor foi um dos percursores da Ciência da Educação por entender que a pedagogia deveria articular-se como um sistema de conhecimento próprio, com o auxílio de outras áreas do conhecimento Herbart propôs que a pedagogia se caracterizasse não apenas como arte, mas como ciência da e...

A construção da educação moderna

A Educação foi formada historicamente como uma ciência, construída através dos anos, por meio de escritos, debates e discussões, com a contribuição de diversos pensadores. Cada período trazia consigo uma nova questão a ser debatida, um novo problema e consequentemente uma nova proposta para a educação dos homens. A própria ideia de escola, que nos parece tão enraizada e rígida, como se sempre existisse e estivesse presente na história, foi construída e modificada. Dominique Julia, em seu “clássico” texto sobre cultura escolar (2001), se propõe a refletir sobre esse conceito a partir de um determinado recorte temporal, séculos XVI e XIX, justificando: “Esses três elementos, espaço escolar específico, cursos graduados em níveis e corpo profissional específico, são essenciais à constituição de uma cultura escolar e justificam, portanto, a restrição cronológica que me impus” (JULIA, p. 15) Tais elementos, conforme explicitados pelo próprio autor, são os constitutivos de uma cultur...
Em breve comentários filosóficos... caleffletindo.blogspot.com.br