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Ler o Mundo

O aluno deve ser educado de maneira que esteja capaz de ler sua realidade, perceber e compreender as diferentes fontes de informação do seu entorno, tratar de criticá-las e poder transmitir seu pensamento de modo que se faça compreender precisamente. Para isso, é importante  incentivar os alunos a resolver problemas, especialmente aqueles mais próximos de sua realidade. Depois, levá-los a refletir para além do mundo em que vive, pensar em possibilidades, usar sua imaginação para buscar possibilidades infinitas de vida. Antigamente a escola era a principal fonte de informações. Hoje já não é assim. Não interessa um aluno conteudista, mas sim aquele que sabe trabalhar com as informações que são facilmente adquiridas das mais diferentes formas. Diante disso, e sem perder o fim último da Educação que é o desenvolvimento das potencialidades do ser humano em vista de sua felicidade, duas competências de maior relevância p...

O uso do documento em sala de aula

O uso do documento em sala de aula é de suma importância, ainda que utilizado de forma diferente pelo professor e pelo historiador. Um documento isolado, fora de seu contexto de produção, não constitui prova documental para a pesquisa histórica. Como ensina Heloísa Belotto: “...A história não se faz com documentos que nasceram para serem históricos, com documentos que só informem sobre o ponto final de algum ato administrativo decisivo. A história se faz com uma infinidade de papéis cotidianos, inclusive com os do dia-dia administrativo, além de fontes não governamentais”, pois a consulta apenas ao ditos documentos de efeito pode produzir imagens e versões distorcidas de fatos e comportamentos. No entanto cada pessoa irá apropriar-se da leitura do documento de uma forma diferente, pois irá fazer relações com conhecimento prévios que tenha sobre o tema, entender melhor determinados aspectos e menos outros. Nesse sentido o professor deve orientar a leitura e análise...

Inclusão ou exclusão? O exemplo dos X-Men

É uma tendência do ser humano recusar aquilo que é diferente do que ele entende por “normal”. Pessoas que fogem do padrão de ‘normalidade” são vitimas de preconceito, exclusão... As piadas, por exemplo, geralmente são direcionadas a rótulos e  esteriótipos. Rotular as pessoas e encaixá-las em padrões pré-definidos não ajuda em nada. Nas HQs dos X-Men podemos ver as lutas de pessoas que são tratados de forma preconceituosa por serem diferentes (apresentarem mutações genéticas). O professor Xavier reúne alguns desses indivíduos numa Escola para ajudá-los  nas suas dificuldades e desenvolver suas habilidades. Portanto, isso ocorre numa instituição específica, que não inclui  os seres humanos “normais”. Hoje em dia muito se fala em Inclusão e na integração do aluno com deficiência no Ensino Regular. A inclusão não serve apenas ao “aluno de inclusão”, mas para todos os demais que aprenderão a conviver com quem é diferente. Focar somente na questão da apr...

EM BUSCA DA QUESTÃO FUNDAMENTAL

  No livro  O guia do mochileiro das galáxias,  Douglas Adams usa a ficção científica e muita imaginação para fazer uma hilariante crítica à sociedade, assim como toda boa comédia. A parte que mais gosto é o momento em que uma sociedade antiga, em um planeta distante resolve construir um supercomputador para que lhes dê a resposta sobre “a vida, o universo e tudo o mais”. Depois de ficar milhares de anos processando, o supercomputador dá uma resposta que acabou com todas as expectativas: “42”, e explicou que a resposta é está mesma, sem  dúvida alguma, o problema é que eles não sabiam, exatamente, qual era a pergunta, a questão fundamental sobre “a vida, o universo e tudo o mais”. Então começa a busca pela tal Questão Fundamental, que só poderia ser dada por um computador ainda maior que este primeiro. Trazendo esta estória para nosso contexto, cabe a reflexão: Será que fazemos a pergunta certa para os eventos do nosso dia a dia, sobre a vida, o universo e...

Felicidade

Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada: Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É uma hora feliz, sempre adiada E que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Árvore milagrosa, que sonhamos Toda arreada de dourados pomos, Existe, sim : mas nós não a alcançamos Porque está sempre apenas onde a pomos E nunca a pomos onde nós estamos . Vicente de Carvalho

A importância da ação

Um filme pode ser somente uma oportunidade de distração, mas pode nos trazer lições importantes, pois é um produto cultural. Nesse trecho de Star Wars podemos ver como o Mestre Yoda traz a ideia de terminar o que começa, de acreditar no que vai fazer. Não deve haver tentativa, pois não pode começar uma empreitada pensando no fracasso, mas deve-se acreditar na concretização de atividade proposta. Os antigos já ensinavam que: “Algumas coisas estão sob nosso controle, enquanto outras não estão. Sob o nosso controle estão a opinião, a motivação, o desejo, a aversão e, em uma palavra, o que quer que seja do nosso próprio fazer; não estão sob nosso controle o nosso corpo, nossa propriedade, reputação, cargo e, em uma palavra, o que não é de nosso próprio fazer”. — Epiteto Assim, não se inicia um projeto com receio de fracasso, pois os resultados nem sempre estão sob nosso controle. Por outro lado, se a cada proposta investimos todo o empenho no que depende do esforço pessoal, o...

Felicidade e Liberdade

“As coisas se dividem em duas: as que dependem de nós e as que não dependem de nós. Dependem de nós o que se pensa de alguma coisa, a inclinação, o desejo, a aversão e, em uma palavra, tudo o que é obra nossa. Não dependem de nós o corpo, a posse, a opinião dos outros, as funções públicas, e, numa palavra, tudo o que não é obra nossa. O que depende de nós é, por natureza, livre, sem impedimento, sem contrariedade, enquanto o que não depende de nós é fraco, escravo, sujeito a impedimento, estranho.” (Enchiridion, I)